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Dados do produto:
O imaginário feminino da divindade
A Mandrágora de 2005, O imaginário feminino da Divindade, é um mosaico que mostra
os rostos multifacetados de Deusas, imagens do Divino como feminino e imagens
feministas do Divino. A grande diversidade desse imaginário reflete-se na diversidade
dos temas e das pessoas que partilham conosco suas reflexões a saber:
Carol Christ (Estados Unidos/Grécia) nos introduz ao movimento da deusa
contemporâneo, re-imaginando o mundo como Ela Que Muda; o original inglês foi
traduzido por Monika Ottermann.
Três outras autoras nos convidam para um passeio pelas culturas históricas do Antigo
Oriente: Elaine Neuenfeld (Brasil) discute as simultâneas formas da deusa mesopotâmica
Inanna/Ishtar; Maria Soave Buscemi (Itália/Brasil) nos aproxima de Lilith, uma deusa de
origem suméria tida como demônia; e Monika Ottermann (Alemanha/Brasil) esboça o
imaginário da deusa Árvore que perpassa essas culturas e vive, mediada pela Bíblia
Hebraica, escondida, até hoje, nas culturas judaico-cristãos.
Inteiramente dedicada ao mundo da Bíblia Hebraica, é a contribuição de Mercedes
Lopes (Brasil), que torna o símbolo pós-exílico da sabedoria personificada, da Hokmah,
transparente em relação às antigas deusas.
O artigo de Marga Stroher (Brasil) apresenta a deusa grega Ártemis e seu culto, um
fator importante no âmbito greco-romano do século I da Era Comum.
Três contribuições estão dedicadas a deusas e manifestações femininas do divino na
América Latina: Diego Irarrazavel (Peru/Chile) nos apresenta Pachama, a “Mãe Terra”
do mundo andino, até hoje uma poderosa presença nas culturas e religiões da região.
Elsa Tamez (México/Costa Rica) nos fala de mitos de deusas mexicanas e sua alienação
na interpretação patriarcal; e Tirsa (Maria Cristina) Ventura (República Dominicana/
Costa Rica) nos leva à região caribenha, ao encontro das deusas do vodu e sua
importância especial para mulheres.
Duas outras contribuições complementam os aspectos apresentados nesses artigos:
uma entrevista, realizada por Mercedes Lopes, com Irene Foulkes (Estados Unidos/
Costa Rica), docente na Universidade Bíblica Latino-Americana de San José, sobre sua
experiência na educação teológica; e uma resenha de Virgínia Inácio dos Santos
(Angola/Brasil) do livro Todos os nomes da Deusa, editado pelo antropólogo especializado
em mitologia, Joseph Campbell, que reúne vários artigos sobre deusas cultuadas
antigamente e na contemporaneidade.
Agradecemos de coração a todas as pessoas que contribuíram com a realização deste
número 11 da Mandrágora, e desejamos a todas as pessoas que, por meio dela, vão ao
encontro de deusas e do divino em seu imaginário feminino, que esse achado se torne
fértil e frutífero em suas vidas.
* Monika Ottermann é biblista, mestra em Ciências da Religião e assessora do Cebi (Centro dos Estudos Bíblicos). É doutoranda da Umesp; seu projeto de pesquisa é dedicado ao desenvolvimento da figura da deusa Inana-Ishtar e seu impacto sobre o javismo.
S U M Á R I O
Editorial
Mercedes Lopes
Apresentação
Monika Ottermann
Lilith, a deusa do escuro
Maria Soave Buscemi
Re-imaginando o divino no mundo como ela que muda
Carol P. Christ
Trad. Monika Ottermann
Vida e prazer em abundância: a deusa árvore
Monika Ottermann
Inanna/Ishtar – uma deusa de simultâneas formas
Elaine Gleci Neunfeldt
A descoberta de Ártemis de Éfeso
Marga J. Stroeher
A Hokmah bem humorada
Mercedes Lopes
Deusas assassinadas e deusas que não se deixam matar
Elsa Tamez
Pachamama, terra-mãe
Diego Irarrazaval
Maman Brigitte, Erzili, Metré Silí: força, perfume e cura – a partir dos poderes e cheiros das deusas do vodu
Tirsa Ventura
Entrevista com Irene Foulkes
Por Mercedes Lopes
Resenha: “Todos os Nomes da Deusa”, Joseph Campbell
Por Virgínia Inácio dos Santos
A Mandrágora de 2005, O imaginário feminino da Divindade, é um mosaico que mostra
os rostos multifacetados de Deusas, imagens do Divino como feminino e imagens
feministas do Divino. A grande diversidade desse imaginário reflete-se na diversidade
dos temas e das pessoas que partilham conosco suas reflexões a saber:
Carol Christ (Estados Unidos/Grécia) nos introduz ao movimento da deusa
contemporâneo, re-imaginando o mundo como Ela Que Muda; o original inglês foi
traduzido por Monika Ottermann.
Três outras autoras nos convidam para um passeio pelas culturas históricas do Antigo
Oriente: Elaine Neuenfeld (Brasil) discute as simultâneas formas da deusa mesopotâmica
Inanna/Ishtar; Maria Soave Buscemi (Itália/Brasil) nos aproxima de Lilith, uma deusa de
origem suméria tida como demônia; e Monika Ottermann (Alemanha/Brasil) esboça o
imaginário da deusa Árvore que perpassa essas culturas e vive, mediada pela Bíblia
Hebraica, escondida, até hoje, nas culturas judaico-cristãos.
Inteiramente dedicada ao mundo da Bíblia Hebraica, é a contribuição de Mercedes
Lopes (Brasil), que torna o símbolo pós-exílico da sabedoria personificada, da Hokmah,
transparente em relação às antigas deusas.
O artigo de Marga Stroher (Brasil) apresenta a deusa grega Ártemis e seu culto, um
fator importante no âmbito greco-romano do século I da Era Comum.
Três contribuições estão dedicadas a deusas e manifestações femininas do divino na
América Latina: Diego Irarrazavel (Peru/Chile) nos apresenta Pachama, a “Mãe Terra”
do mundo andino, até hoje uma poderosa presença nas culturas e religiões da região.
Elsa Tamez (México/Costa Rica) nos fala de mitos de deusas mexicanas e sua alienação
na interpretação patriarcal; e Tirsa (Maria Cristina) Ventura (República Dominicana/
Costa Rica) nos leva à região caribenha, ao encontro das deusas do vodu e sua
importância especial para mulheres.
Duas outras contribuições complementam os aspectos apresentados nesses artigos:
uma entrevista, realizada por Mercedes Lopes, com Irene Foulkes (Estados Unidos/
Costa Rica), docente na Universidade Bíblica Latino-Americana de San José, sobre sua
experiência na educação teológica; e uma resenha de Virgínia Inácio dos Santos
(Angola/Brasil) do livro Todos os nomes da Deusa, editado pelo antropólogo especializado
em mitologia, Joseph Campbell, que reúne vários artigos sobre deusas cultuadas
antigamente e na contemporaneidade.
Agradecemos de coração a todas as pessoas que contribuíram com a realização deste
número 11 da Mandrágora, e desejamos a todas as pessoas que, por meio dela, vão ao
encontro de deusas e do divino em seu imaginário feminino, que esse achado se torne
fértil e frutífero em suas vidas.
* Monika Ottermann é biblista, mestra em Ciências da Religião e assessora do Cebi (Centro dos Estudos Bíblicos). É doutoranda da Umesp; seu projeto de pesquisa é dedicado ao desenvolvimento da figura da deusa Inana-Ishtar e seu impacto sobre o javismo.
S U M Á R I O
Editorial
Mercedes Lopes
Apresentação
Monika Ottermann
Lilith, a deusa do escuro
Maria Soave Buscemi
Re-imaginando o divino no mundo como ela que muda
Carol P. Christ
Trad. Monika Ottermann
Vida e prazer em abundância: a deusa árvore
Monika Ottermann
Inanna/Ishtar – uma deusa de simultâneas formas
Elaine Gleci Neunfeldt
A descoberta de Ártemis de Éfeso
Marga J. Stroeher
A Hokmah bem humorada
Mercedes Lopes
Deusas assassinadas e deusas que não se deixam matar
Elsa Tamez
Pachamama, terra-mãe
Diego Irarrazaval
Maman Brigitte, Erzili, Metré Silí: força, perfume e cura – a partir dos poderes e cheiros das deusas do vodu
Tirsa Ventura
Entrevista com Irene Foulkes
Por Mercedes Lopes
Resenha: “Todos os Nomes da Deusa”, Joseph Campbell
Por Virgínia Inácio dos Santos







